Cerca de 60% das pessoas com câncer desenvolve quadro de dor, seja pelo avanço dos sintomas, seja pelo próprio tratamento – que pode deixar sequelas crônicas. E tão importante quanto tratar a doença, é preciso combater a dor física que ela gera, uma vez que o paciente adere melhor às terapias propostas quando está mais bem disposto. Entretanto, infelizmente a dor do câncer é subtratada no Brasil.

O país ainda não arraigou em sua cultura profissional a atenção básica à dor oncológica, colocando a questão em segundo plano quando, na verdade, ela pode e deve ocorrer em paralelo.

Além da falta de conhecimento de alguns especialistas, bem como da burocracia nas instâncias governamentais para a prescrição de certos medicamentos à base de opióides, ainda existe o receio do paciente em relação ao tratamento: alguns deles ainda acreditam que o médico irá desviar o foco dos tumores, ou mesmo que isso pode desencadear algum tipo de dependência química.

A dificuldade de acesso aos remédios limita até mesmo os oncologistas prepar