Um alerta: é isto que representa a dor, sintoma que funciona como uma “campainha natural que apita” quando algo em nosso organismo não funciona como deveria. Mas quando ela se torna crônica, costuma ser extremamente incapacitante, afetando o aspecto físico, mental, e até social, dos indivíduos. E isto é ainda mais agravante quando ela acomete populações vulneráveis.

Por este motivo, a campanha global da International Association for the Study of Pain (IASP), que congrega especialistas do mundo todo para soluções no campo da dor, elegeu os “mais vulneráveis” como público de atenção de seus estudos e divulgações em 2019. Desta forma, ela chama a atenção sobre necessidades especiais com idosos, bebês e crianças pequenas, indivíduos com transtornos psiquiátricos ou deficiências cognitivas não relacionadas à demência, além de sobreviventes de tortura.

De acordo com o neurocirurgião funcional do Hospital 9 de Julho e especialista no tratamento da dor pela Associação Médica Brasileira (AMB), Dr. Claudio Corrêa, o tema é de grande relevância porque envolve especificidades destes grupos de pessoas, tanto sobre a sua vulnerabilidade para fatores que podem mais facilmente levar a quadros de dor (especialmente doenças), bem como sobre a forma de condução de seus tratamentos. “É importante destacar que toda dor crônica condiciona a aspectos multifatoriais de grande grau de comprometimento funcional e por isso já requer, por protocolo, um cuidado multidisciplinar e multiprofissional sobre o paciente. No entanto, nos grupos de maior vulnerabilidade esta condição exige ainda mais atenção para aspectos como imunidade, efeitos adversos, susceptibilidade a