Quadro A Coluna Partida, de Frida Kahlo

A dor lombar é a segunda que mais acomete o ser humano, e por este motivo recebe atenção de diversas frentes de tratamento,  que vão de métodos clínicos a cirúrgicos e buscam curar ou minimizar seus quadros dolorosos. Ela é tão comum que atinge a 90% da população em algum momento da vida, e o faz de forma “democrática”: seu aparecimento independe de gênero,  faixa etária e classe social.

A dor chega a ser tão intensa que interfere de forma importante em quem tem de conviver com ela. Um exemplo clássico e bastante conhecido é o da pintora mexicana Frida Kahlo. Após sofrer um grave acidente de bonde aos 18 anos, e ser submetida a diversas operações, ela teve de conviver pelo resto da vida com coletes ortopédicos e de gesso. A dor era tão presente na vida da artista que a fez retratá-la na tela A Coluna Partida.

Apesar de grande parte dos distúrbios de coluna serem tratados com terapias convencionais, com base em medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos agregados às terapias físicas de reabilitação, como fisioterapia convencional, acupuntura, RPG, pilates, entre outros, há casos em que a cirurgia se faz necessária.

Se Frida vivesse nos dias de hoje, talvez ela pudesse se beneficiar com procedimentos cirúrgicos mais modernos e menos invasivos, além de ter grande alívio de suas dores. Entre as técnicas estão a neuroestimulação medular espinhal e ou implante de bomba de infusão de opioides.

Tipos de tratamento

A neuroestimulação medular espinhal é realizada com implante na coluna de finos e flexíveis fios  que contém condutores elétricos – os eletrodos –, sendo a posição determinada de acordo com a localização da dor de cada paciente. Sob a pele e ao nível da coluna, os fios sãos ligados a um gerador posicionado também ab