Dia Mundial de Combate à Dor alerta sobre problema que afeta 60 milhões de brasileiros

Você com certeza já sentiu algum tipo de dor, e independente de que parte do corpo ela ocorra, o sintoma nunca é agradável. Agora imagine viver com este quadro ininterruptamente. Isso é o que ocorre com pessoas que apresentam disfunções em que as crises dolorosas passam ser constantes, na grande maioria das vezes, sem cura. Para elas, até existe um dia especial, 17 de outubro e chamado de Dia Mundial de Combate à Dor, em que entidades de saúde concentram esforços para difundir tratamentos que possam reduzir intensidade e frequência das crises e assim poder oferecer mais qualidade de vida aos pacientes.

A data, instituída em 2004 pela International Association for the Study of Pain (IASP), tem como objetivo chamar atenção para as necessidades destes pacientes e da dimensão das consequências geradas a partir de suas perdas físicas, emocionais, sociais e financeiras. São indivíduos que não conseguem manter atividades normais, trabalhar e mesmo se relacionar, evoluindo com quadros de isolamento e depressão.

Segundo dados da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), aproximadamente 60 milhões de brasileiros são afetados pela dor crônica, apresentando dificuldade de tratamento a partir da dificuldade de cura da própria doença de base que origina a dor. Existem ainda os casos em que a doença já foi curada, mas deixou sequelas irreversíveis, afetando estruturas do sistema nervoso.


Perfil dos pacientes e tratamentos

Qualquer um pode ser acometido pela dor crônica. Porém, pacientes oncológicos, com cefaleias específicas, lombalgias de quadro degenerativo, fibromialgia, doenças neuropáticas ou reumatológicas costumam ser os principais afetados pela dor crônica. Para eles, a medic