Atualmente, mais de 65 mil pessoas no Brasil* vivem com distonia, doença que afeta a capacidade de movimentação autônoma do indivíduo e que causa impacto profundo em sua qualidade de vida. São pessoas que deixam de trabalhar, de ter vida social, com evoluções para quadros depressivos.

Os primeiros registros do distúrbio da distonia surgiram na década de 1980, onde a doença foi delimitada inicialmente como uma síndrome caracterizada por uma contração muscular sustentada causando torção, movimentos repetitivos ou posturas anormais, de acordo com dados da Dystonia Medical Research Fundation.

Nos dias atuais, a condição é descrita como um conjunto de sinais clínicos que se apresentam em grupo (síndrome), além de também ser usada como título para relatar doenças específicas.

Entendendo a distonia

As principais características da doença são os movimentos complexos, involuntários e repentinos de braços, pernas, tronco, pescoço e outras partes do corpo, assim como a torção, tremores, contrações e piscadas repetidas nos olhos.

O cérebro do paciente não sofre danos, mas os membros param de responder aos comandos, perdendo de forma evolutiva o controle de suas próprias ações. Ao longo do tempo, o indivíduo não consegue realizar sozinho atividades habituais como escovar os dentes, comer, falar, tomar banho, andar, vestir uma roupa, entre outras práticas.

A distonia não possui uma causa única definida, ou seja, pode ser provocada por doenças degenerativas, lesões no crânio, traumas, fundo genéticos ou pela intoxicação de agentes químicos, que podem acarretar no mau funcionamento dos núcleos de base do cérebro (gânglios de base).

Diagnóstico da distonia

Em sua fase inicial, a doença costuma ter um difícil diagnóstico, pois além de ser confundida com outras disfunções, existem muitos tipos de distonia. Assim, o médico neurologista precisa investigar o cotidiano do paciente, alterações fisiológicas, além de realizar exames de dive