A dor é algo presente em quase todas as disfunções orgânicas, atingindo a todos nós em diferentes momentos da vida. No entanto, cerca de 30% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e quase 40% da população brasileira, segundo a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), convivem com a dor de forma crônica, com grande impacto em sua funcionalidade e qualidade de vida.

Embora a dor seja democrática, podendo atingir a qualquer um, sua prevalência na forma crônica tem características marcantes de gênero, idade e condições socioeconômicas que poderiam ser personificadas em uma mulher, acima dos 45 anos, classe D.

Esta personificação da dor crônica se apoia em diversos fatores, como o fato de as mulheres serem estatisticamente mais acometidas pela grande maioria de doenças sistêmicas que geram dor crônica, por estas doenças terem seu ponto principal de partida a partir dos 45 anos e pelo fato de a grande maioria desta população chegar à estas condições devido à baixa qualidade de vida e a falta de recursos para os devidos tratamentos, seja da doença de base, seja da dor que a comete.

Fatores hormonais favorecem a dor na mulher