Neuroestimulação por eletrodos se apresenta como nova alternativa para diversas doenças do Sistema Nervoso Central
Técnica é indicada como recurso para quem já utilizou todas as alternativas possíveis de tratamento, sem resultados satisfatórios.
Não é de hoje que a medicina explora o cérebro para tentar desvendar os caminhos e a cura definitiva para uma série de doenças como o Mal de Parkinson, Alzheimer, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), Depressão Refratária, entre outras. Essa busca tem levado a importantes descobertas que tem proporcionado se não a cura, uma melhor qualidade de vida para milhares de indivíduos no mundo. Dentre estas descobertas, a Neuroestimulação tem se revelado com destaque, por sua constante evolução científica e tecnológica.
Há pelo menos 10 anos realizou-se a primeira cirurgia cerebral com implante de eletrodos para o tratamento de um dos sintomas mais relevantes e incômodos para os portadores do Mal de Parkinson, os tremores. Em seguida, o método passou a ser utilizado em pacientes com TOC e mais adiante em pessoas com Depressão Refratária, ou seja, sem resposta a qualquer tipo de tratamento medicamentoso e psicoterápico.
Neste cenário, o Brasil tem figurado com destaque, com alguns poucos, porém importantes centros de referência já realizando o procedimento, com os mais avançados recursos possíveis.
Este é o caso do Centro de Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, que tem a frente o neurocirurgião Dr. Cláudio Fernandes Corrêa, responsável pela realização da primeira cirurgia de implante de eletrodo em uma paciente com problema de adição (dependência química por uso de opióides).
O especialista relata que o método vem sendo gradativamente divulgado no Brasil, mas com deficiência em relação aos recursos mais avançados que a medicina dispõe, o que acaba gerando insegurança na população leiga a respeito de suas conquistas e riscos.
Entendendo a neuroestimulação por eletrodo
A técnica – minimamente invasiva – consiste na inserção de um eletrodo no cérebro do paciente, fixado no núcleo respectivo ao seu problema. O procedimento é realizado com o paciente acordado – apenas com anestesia local – para que ele possa responder aos resultados esperados pela ativação correta do alvo estimulado pelo eletrodo. Uma vez confirmado o acerto do alvo, o eletrodo então é conectado a um gerador externo (igual a um marca-passo) que emite estímulos de alta freqüência.
É aí que entra o diferencial tecnológico quer permite o sucesso e segurança do procedimento atual, explica Dr. Cláudio Corrêa. “Atualmente o alvo a ser atingido é matematicamente calculado por um físico que atua dentro da sala de cirurgia, com a ajuda de um software especial que cruza as imagens de ressonância magnética do paciente com mapas científicos, que apontam com precisão o local exato a ser estimulado”, relata Dr. Cláudio.
Embora o cérebro esteja envolto em mistérios e por esse motivo gere inseguranças naturais a todo indivíduo, Dr. Cláudio lembra que na neurostimulação por eletrodo não há lesão de nenhuma estrutura, apenas estímulo e, também por este motivo, o método é totalmente reversível. “Os riscos inerentes a este procedimento é similar aos de outros procedimentos minimamente invasivos, em cerca de torno de 2 a 5 %”, garante.
Dr. Cláudio explica que a área cerebral tratada não representa a cura, mas sim uma modulação na função da região afetada, corrigindo uma deficiência existente.
Dentre os 10 pacientes do Dr. Cláudio que já utilizaram a nova técnica, entre portadores de Mal de Parkinson, Transtorno Psiquiátrico, Distonias, entre outros, todos tiveram resultados bastante satisfatórios, com significativa melhora dos sintomas e da qualidade de vida.
O especialista agora pensa em criar uma campanha educacional a respeito da técnica para o público profissional de base, responsável pelo tratamento dos pacientes portadores destes tipos de problema e também pelo encaminhamento deles para o procedimento. “Estamos muito aquém de nossa capacidade de realizar este procedimento no Brasil”, relata Dr. Cláudio, explicando que para um paciente com depressão refratária ter acesso ao procedimento depende da indicação de seu psiquiatra, assim como um parkinsoniano depende de seu neurologista e assim por diante. “Só com este trabalho de conscientização as pessoas que sofrem há anos, sem mais nenhuma possibilidade de melhora, poderão dispor do recurso”, finaliza.
Informações para a Imprensa
Baruco Comunicação Estratégica
Telefone: 11 3539-9901 e 9902 | info@baruco.com.br
Erika Baruco: 11 9900-7448 | Ricardo Berlitz: 9645-2067 | Aline Pires: 8352-2559