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Existem diversos tipos de tratamento, variando de acordo com a histologia do tumor e de sua localização. Seus métodos evoluíram muito nos últimos anos, devido ao desenvolvimento da tecnologia científica que proporcionou o descobrimento de novas drogas e processos cirúrgicos menos invasivos e mais seguros.
Em princípio, todos os tumores cerebrais devem ser tratados cirurgicamente, mesmo os benignos, cuja remoção completa poderá levar a cura da doença.
A neurocirurgia tem por objetivo ressecar o tumor, podendo ser guiada por estereotaxia ou neuronavegação. O cirurgião mapeia o volume tumoral e, através de cálculos físicos e matemáticos, promove a sua ressecção com a menor morbidade, evitando danos em áreas normais adjacentes ao tumor.
Quando indicada, a biópsia é realizada na sala de cirurgia, analisada pelo patologista presente, permitindo o diagnóstico correto e o estabelecimento do melhor procedimento terapêutico.Um dos mais eficientes métodos de tratamento dos tumores malignos é a Braquiterapia, especialmente nos casos de recidiva (volta da doença). Isso porque o método à base de isótopos implantados no interior do tumor utiliza baixa taxa de radiação, distribuída contínua e uniformemente de acordo com o planejamento físico. Os isótopos (o Iodo-125 é o mais apropriado) são importados por clínicas radiológicas em conformidade com a legislação (Conselho Nacional de Energia Nuclear).
O tempo do tratamento é variável, dependendo de cada caso e do próprio tipo de tratamento. A Braquiterapia dura de duas a quatro semanas, em média. A Telerradioterapia, em média, 45 dias, em doses fracionadas de 2ª a 6ª com duração de 2 horas cada sessão. A Quimioterapia é feita em ciclos semanais, quinzenais, entre outros.
Outra forma eficaz de tratamento é a Radiocirurgia Estereotáxica, feito em dose única, na maioria das vezes. Está indicado em tumores benignos e metástases, quando o diâmetro não ultrapassa 3 cm no seu maior eixo. Há também a Radiocirurgia Estereotáxica Fracionada, uma opção para casos selecionados, geralmente em tumores com diâmetro irregular e superior a 3 cm em alguns eixos de medida.
Em tumores malignos é possível prolongar a sobrevida do paciente entre 8 e 18 meses, em média, e em alguns casos até mesmo curá-lo, dependendo do tipo do tumor e da fase em que foi diagnosticado. Nos tumores benignos a recidiva é rara.
Para potencializar as possibilidades de êxito, o tratamento dos tumores encefálicos deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, onde oncologistas, radiologistas, radioterapêuticas, neurocirurgiões, psicólogos, físicos, neurologistas, possam atuar em conjunto na busca da melhor solução para a recuperação da qualidade de vida do paciente.
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Aparelho de Esterotaxia, utilizado para biópsia cerebral e outros procedimentos estereotáxicos |
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Esquema de um corte do encefálo com tumor sendo tratado com braquiterapia |
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Planejamento de radiocirurgia estereotáxica ( forma de tratamento de tumor com radiação) |