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São Paulo - Cientistas descobriram porque pessoas com o mal de Huntington têm uma proteína defeituosa que destrói células específicas do cérebro. A descoberta pode ajudar a desenvolver tratamentos para a doença, incurável e letal, e também para outras enfermidades cerebrais mais comuns. “Até agora, ninguém tinha a menor ideia da causa do dano cerebral e da morte”, disse Solomon Snyder, da Universidade Johns Hopkins, cuja equipe informou a descoberta em artigo na revista Science.

O mal de Huntington é hereditário e raro. Afeta pessoas com cerca de 40 anos, causando convulsões e desgaste mental que mata após dez anos. A causa seria a mutação de um gene, descoberto em 1993. O novo estudo determinou que o gene cria uma proteína defeituosa, encontrada em todas as células cerebrais, e que ela se junta a uma molécula chamada Rhes. Agora a equipe determinará se a eliminação da Rhes em ratos desaceleraria a progressão da doença, sem causar efeitos colaterais. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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