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Órgão humano é maior do que o dos demais primatas.
No entanto, pesquisadores dizem que isso não nos torna especiais.

Do G1, com informações do Bom Dia Brasil
Uma boa notícia na área da saúde: cientistas brasileiros acabam de fazer uma descoberta que pode mudar, no futuro, o tratamento de doenças associadas ao cérebro.

Agora não há mais dúvida: temos 86 bilhões de neurônios em nosso cérebro. Até então a ciência achava que tínhamos 100 bilhões, mas era um número aproximado, sem comprovação. Os neurocientistas Suzana Herculano-Houzel e Roberto Lent, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), estudaram cérebros sadios de homens entre 50 e 70 anos. Foram seis anos de pesquisas. Daí eles conseguiram pela primeira vez contar com precisão quantos neurônios temos.

“Essencialmente, é pegar uma região do cérebro, ou o cérebro todo, e dissolver as células do cérebro em detergente, por fricção mecânica. O resultado é que você desfaz as células e tem um volume de líquido que contém todos os núcleos de todas as células do cérebro”, explica a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. 

Maiorzinho
Os cientistas descobriram também que o nosso cérebro é maior do que o dos demais primatas, mas isso não significa que somos especiais. O número dos nossos neurônios é compatível com a dimensão cerebral que temos. Outra descoberta: 50% das células que estão na caixa craniana são neurônios, e não 10%, como pensavam os estudiosos.

O resultado dessa pesquisa abre um novo e importante caminho: agora os cientistas podem saber com mais facilidade se o envelhecimento natural, a doença de Alzheimer e o mal de Parkinson podem mudar o número de neurônios do cérebro. “Podemos contribuir com o número total de neurônios que um cérebro humano normal tem. Daí partimos para analisar cérebros humanos portadores de doenças como Alzheimer e Parkinson”, afirma o pesquisador Roberto Lent, do ICB-UFRJ.

Mas uma curiosidade continua sem resposta: a pesquisa foi feita em cérebros masculinos. E o das mulheres? “Isso ainda não sabemos. Em breve chegaremos lá”, diz a neurocientista Suzana Herculano-Houzel.

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