A dor tem sido objeto de estudos científicos no mundo todo, tornando-se um constante desafio...
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2008 será o Ano Mundial contra Dores em Mulheres

A iniciativa é da International Association for the Study of Pain, e destaca o sofrimento e as dificuldades do tratamento da dor em mulheres ©

A International Association for the Study of Pain - Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP, na sigla em inglês) anunciou que o ano de 2008 será dedicado à conscientização do impacto das dores crônicas em mulheres do mundo inteiro, por meio da campanha “Mulheres de verdade, dores de verdade”. A iniciativa visa chamar a atenção para a falta de conhecimento sobre questões relativas à dor feminina e disparidades no tratamento e na pesquisa.

Pesquisas revelam que uma proporção maior de mulheres que de homens sofre com as dores crônicas: o sofrimento é mais recorrente, grave e prolongado para elas que para eles. Entre os problemas de dor crônica que mais afetam as mulheres estão a fibromialgia (dor crônica que ataca os músculos e tendões em pontos específicos do corpo), síndrome do cólon irritável (SCI), atrite reumatóide, osteoartrite, dor pélvica crônica, alterações da junta têmporo-mandibular e enxaquecas. Acredita-se que essa maneira diferente das mulheres sentirem dor se deva a vários fatores genéticos, hormonais e até mesmo farmacológicos, já que, durante anos, as pesquisas médicas tiveram como base as populações masculinas – ou seja, as mulheres não puderam ser representadas adequadamente.

Entre outros obstáculos econômicos e culturais estão o acesso precário à assistência médica nos países pobres, a crença em algumas culturas de que a dor e o sofrimento “fazem parte” do papel da mulher na sociedade, a resistência ao tratamento com um médico homem – que pode causar constrangimento –, além de situações em que os próprios profissionais da saúde não acreditam que a dor seja real.

Assim, a IASP vê a iniciativa como uma primeira etapa para reduzir esse sofrimento. A campanha “Mulheres de verdade, dores de verdade” tem como objetivo educar o público, provedores de serviços de saúde, agências e líderes governamentais, além de impulsionar pesquisas científicas especificamente voltadas para a saúde feminina, estimular o desenvolvimento de novos tratamentos e fortalecer o papel da mulher como defensora dela mesma, encorajando-a a buscar tratamento adequado. Para tanto, a IASP promoverá uma série de atividades no mundo todo, e o website e a publicação da instituição terão conteúdo especial sobre a campanha.

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