O SITE
O objetivo deste site é o de orientar o público leigo a respeito da área de atuação, função e aplicabilidade da neurologia e neurocirurgia funcional, por meio de suas intervenções em algumas das principais doenças que acometem a população.
PERFIL
Com mais de 30 anos de atuação profissional, dr. Claudio Fernandes Corrêa é graduado pela Faculdade Federal do Triângulo Mineiro e possui mestrado e doutorado em neurocirurgia pela Escola Paulista de Medicina.

Tratamento da dor física deve atender aos aspectos emocionais

Quando falamos de dor crônica, aquela que perdura por mais de três meses, geralmente a vida toda sem cura ou com tratamentos paliativos, como as pessoas que desenvolvem neuropatias diabéticas, artrites e artroses, fibromialgia, entre outras doenças, é comum estabelecer a sua relação com fatores emocionais, visto o impacto nos relacionamentos e funções gerados ao longo dos anos em quem é obrigado a conviver com ela.

Sempre digo que cada indivíduo pode tolerar e expressar a sua dor física de diferentes maneiras e com diferentes intensidades, o que não diminui a importância da dor de cada um. Além disso, é fato já documentado na literatura médica que, no decorrer de tanto tempo convivendo com uma dor crônica, o indivíduo irá desencadear sintomas de ansiedade, tristeza e depressão, irritabilidade e angústia, diante das crises, que são justificáveis dentro do seu quadro geral. Porém, o inverso também ocorre, ou seja, de situações de grande tensão emocional, como estresse e perdas diversas agirem como gatilho para o desencadeamento de crises dolorosas em pacientes com dor crônica.

Por isso, e de tão relevante, a dor interfere até mesmo na economia de um país, tanto pelo absenteísmo e baixa produtividade no trabalho quanto pelos gastos para seu tratamento, que deve ser multidisciplinar e multiprofissional, integrando corpo e mente, com reabilitação funcional de todos os aspectos do paciente.

E, sobre o tratamento, destaco que o Brasil apresenta em diversas regiões centros especializados de dor, públicos e privados, alinhados com as melhores práticas realizadas em países de primeiro mundo, mas falta ainda educar a massa dos serviços e profissionais de saúde, bem como a própria população a respeito do aspecto multifatorial da dor crônica e, portanto, do seu tratamento.

Essa inter-relação dos fatores emocionais como causa e consequência das crises de dor em pacientes crônicos é fundamental para a melhor condução dos atendimentos pelos médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos, assim como pelos próprios pacientes, que aprendem a manejar melhor o seu quadro diante dos acontecimentos que permeiam a sua vida diária.

Como resultado desse acompanhamento especializado e multiprofissional, temos menos retorno de consultas e uso do sistema, diminuição de remédios administrados, mais funcionalidade, mais trabalho e rentabilidade, mais felicidade e resgate da qualidade de vida com um todo.

Do aprimoramento das disciplinas nas faculdades de medicina com foco em dor, passando por campanhas governamentais, a disseminação de informação de forma contínua é o caminho para a melhoria do cenário de atendimento ao paciente crônico e seus desdobramentos.

Por fim, reforço que o tratamento da dor inerente a qualquer doença é um direito do paciente. Sentir dor pode ser comum, mas não é normal, por isso é importante pedir ajuda e ser aderente a um tratamento global e efetivo.

Para mais informações sobre dor, assista: Vídeorreportagem Tudo Sobre Dor, com Dr. Claudio Corrêa