Dor Neuropática Diabética pode ser controlada com o auxílio de diversas
terapias
Problema acomete de 10 a 30% dos portadores de Diabetes Melito, comprometendo
atividades físicas e o bem estar emocional.
A cada dia descobrem-se mais portadores de Diabetes tipo Melito e com ela a
desagradável conseqüência da Dor Neuropática Diabética, causada pela lesão nervosa
periférica, fruto das alterações vasculares e danos metabólicos provocados pela
hiperglicemia. O problema surge mais frequentemente a partir de 10 anos de
atividade da doença e interfere diretamente na rotina diária e nos relacionamentos
dos indivíduos, que chegam a ficar deprimidos com a situação. Em busca de uma
solução para a Dor Neuropática Diabética, a medicina avança em pesquisas e
desenvolvimento de novas drogas e técnicas cirúrgicas, conseguindo devolver a
qualidade de vida para seus portadores.
Caracterizada inicialmente por uma forte queimação nos pés e também nas mãos,
além de pontadas e/ou choques nas extremidades dos membros, especialmente os
inferiores, a Dor Neuropática Diabética também pode ser desencadeada por estímulos
simples como contato com água e roupa, ou ainda apresentar sensação de dormência.
Apesar de freqüente, ela pode ser evitada ou ter seu aparecimento adiado com
algumas medidas simples, como o controle diário da glicemia, o uso de calçados
adequados - com palmilhas especiais -, a ingestão de vitaminas que regeneram a
membrana que envolve o nervo e também de antiagregantes plaquetários que
previnem a obstrução dos pequenos vasos que irrigam os nervos.
A Dor Neuropática Diabética foi o tema de um congresso realizado este mês em Milão,
Itália, e cujos destaques foram os estudos que apontaram a prevalência de depressão
em mais de 50% dos portadores de dor crônica, assim como o fato de que mais de
65% dos pacientes depressivos se queixam de dor.
Segundo um dos profissionais presentes no evento, o neurocirurgião e Diretor do
Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, Dr. Cláudio Fernandes
Corrêa, um assunto de bastante relevância foi a abordagem sobre a Duloxetina, droga
utilizada justamente para atuar tanto na depressão como no alívio do quadro doloroso
e que já é encontrada no Brasil há pouco mais de um ano. Ainda sobre a abordagem
dos novos remédios, uma recente descoberta é o uso do Pregabalin, indisponível por
aqui.
Dr. Cláudio destaca que dentre os diversos tratamentos existentes no Brasil, é
possível ainda proporcionar o alívio da Dor Neuropática Diabética por meio da
neuroestimulação medular, na qual são implantados eletrodos para a estimulação da
medula espinal. Além da melhora da condição dolorosa, melhora também a
microcirculação periférica, em casos de diabéticos crônicos.
A técnica não é
desenvolvida pelo SUS, mas já é coberta pela maioria dos convênios médicos, devido
a resolução da ANS (Agência Nacional de Saúde) que a regulamentou.
Mais informações para a Imprensa:
Baruco Comunicação
Erika Baruco – erika@baruco.com.br
Fone: 55 11 6604-8576 e 9900-7448