A dor tem sido objeto de estudos científicos no mundo todo, tornando-se um constante desafio...
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O uso da estimulação cerebral invasiva e não invasiva para o tratamento de dor não é novo. Desde a década de 50, o uso desse método terapêutico vem sendo investigado para tratamento de dor crônica.

Como a estimulação cerebral pode modificar plasticidade cerebral e considerando que dor crônica é associada com uma significante reorganização da atividade do sistema nervoso central, o uso de estimulação cerebral pode ser benéfico nessa condição clinica.

Descobertas recentes utilizando a técnica de estimulação cortical não-invasiva aumentaram seus efeitos moduladores, tornando-se, portanto, uma alternativa atrativa para o tratamento de dor crônica.

Estudos recentes usando técnicas de estimulação cerebral não invasivas - estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr) e estimulação transcraniana por corrente continua transcraniana (ETCC) – empregando novos parâmetros de estimulação têm encontrado resultados encorajadores. Estes estudos exploram áreas alternativas de estimulação, tal como o córtex somatosensorial secundário (ao invés do córtex motor primário) para o tratamento da dor crônica visceral e novos parâmetros de estimulação.

A investigação da estimulação cerebral não invasiva tendo como alvo o efeito terapêutico, ainda se encontra em um estágio inicial, com diversas questões que ainda precisam ser respondidas antes de uma posição definitiva sobre os seus efeitos terapêuticos, mas os resultados preliminares são encorajadores. Outros parâmetros de estimulação também precisam ser explorados tais como a estimulação com theta burst e a combinação de ETCC e EMTr. Outro importante tópico é a duração dos efeitos terapêuticos, especialmente porque os aparelhos para a estimulação cerebral não permitem que os pacientes recebam esta terapia em suas próprias casas, conseqüentemente a sua manutenção se torna difícil, aumentando a necessidade do desenvolvimento de estimuladores portáteis. Além disso, novos estudos precisam determinar os melhores parâmetros de estimulação e, por fim, estudos mais completos que comprovem estes parâmetros são obrigatórios.

Felipe Fregni, MD, MMSc, PhD
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